A primeira visita a campo resultou em muitas surpresas em relação ao camelódromo, como a grande variedade de produtos, e a fidelidade das copias de marcas conhecidas. Com uma área de aproximadamente 3000 m² e uma estimativa de 1600 boxes, o Mercado Popular da Uruguaiana se divide em quatro quadras (A, B, C e D), cortadas por corredores de acesso.
Quando perguntado sobre estas marcas o vendedor da Quadra B afirmou serem “genéricos”, afirmando terem o mesmo resultado com um preço mais baixo. Alguns nomes dados por vendedores para as copias, além de “genérico”, foram: Similares, equivalentes e chineses. Em nenhum momento os atendentes se referiam aos produtos como falsificações ou piratas.
Outra curiosidade sobre as copias foi a atitude de um vendedor. Ele nunca se referia a copia da Apple como tal, sempre o chamando de “maçazinha”. Quando questionado falou novamente, enfatizando “ o celular da maçazinha”. Parecia não querer mentir sobre a falsificação, e por isso omitia o nome da marca real do mercado.
Algo muito inesperado aconteceu em um atendimento. Foi uma mulher que pegou uma caixa de baterias para poder ligar um aparelho. Para verificar se a bateria estava carregada antes de por no aparelho, a vendedora as encostava em sua língua.
Perguntei sobre o porque disto, ela afirmou que normalmente as baterias estavam descarregadas, e se ele levasse um choque na ponta da sua língua era porque estava “boa para por no celular”. Com isso ela economizava tempo só encaixando a bateria que faria o aparelho ligar.
No minimo estranho não acham? Bem, cada um sabe o que compra, e a dimenção custo/beneficio. De fato, um celular que tem internet e tv digital lá é muito barato, mas eu não compraria uma celular LITERALMENTE violado por uma linha, só para me conectar com o mundo por menos.
Em fim, uma coisa é certa eles não mentem sobre seus produtos... só omitem ocasionalmente.


















