4B 2010.02

Carregando conteúdos...

4C 2010.02

Carregando conteúdos...

Blog do Professor

Carregando conteúdos...

Conteúdos mais lidos

Artigos mais lidos, escritos desde 20 Abril 2012

Não há artigos no período selecionado.

Internet. Entre sem bater na porta.

Enviado por Patrícia Águia em 24/09/2010 às 09:35 PM

 Esses dias minha mãe me disse uma frase que me fez parar para pensar sobre mim, sobre as pessoas, coisas do tipo.

Estávamos conversando quando ela me disse que eu vivia no Fantástico mundo de Bob. Pra quem não lembra, esse é um desenho antigo cujo personagem principal, Bob, ao entrar em seu quarto se desligava do mundo exterior e vivia em seu próprio mundinho, fruto da sua imaginação.

No mesmo momento a questionei o motivo desse pensamento, e a resposta dela foi a seguinte: Você fica tanto tempo naquele computador que não interage com as pessoas.

Foi quando parei para me perguntar o que era interagir (não que eu não soubesse o significado da palavra, queria ir além do dicionário, algo mais filosófico) e percebi que a minha forma de interagir era diferente da forma da minha mãe, que era diferente da do meu pai, do meu irmão e assim por diante.

Minha mãe achava que eu não interagia porque ficava com o fone de ouvido escutando música na frente do computador. Para ela, isso não era interagir. Interagir era ter contato físico. Era estar cara a cara. Era falar pessoalmente. Era a conversa, troca de olhares e de carinho. Ela não via que, ao ficar na frente do computador, eu estava interagindo, só que da minha forma.

Por outro lado, ao ficar na frente do computador, eu interagia com pessoas do mundo todo presentes na minha rede. Conversava por MSN com um amigo que estava na França enquanto no email, mandava uma mensagem perguntando como tinha sido o retorno para casa de um colega intercambista inglês que viveu 6 meses aqui no Brasil, na casa de um amigo meu e  ao falava com meu namorado pelo orkut, que mora apenas a uma linha amarela de distância.

Quando parei para pensar nisso, me toquei que ao mesmo tempo que estava interagindo mundialmente, não interagia com quem estava no quarto ao lado, meus pais. Por outro lado, eles também não interagiam comigo por não fazerem parte das redes que eu participo.

Bom, o final da minha história com meus pais é que conseguimos achar um equilíbrio entre as “duas formas” de interagir.

Mas o que quero questionar com essa história é: Qual seria o verdadeiro sentido da interação? Como pode você está tão próximo e tão distante e vice versa? Como é possível você saber o que aconteceu há 2 minutos na China e não saber que seu vizinho acabou de se tornar pai?

Falamos com pessoas em todos os cantos do mundo e deixamos de interagir com pessoas “nos cantos mais próximos”, como por exemplo, nossos vizinhos, colegas de sala e até mesmo nossos pais, irmãos, enfim... pessoas que estão apenas no quarto ao lado.

Publicidade de Bligoo.com

Enviado por em 24/09/2010 às 10:00 PM
Luiza Lisboa

Você escreveu uma coisa na qual eu penso todos os dias! Como é possível estar tão perto e tão distante ao mesmo tempo? Minha mãe não entende como eu conheço tanta gente de lugares distantes daqui e, acima de tudo, como eu posso chamá-los de 'amigos', que é uma palavra tão forte. A internet nos possibilita interagir de forma tão intensa que a gente, de fato, acaba interagindo muito mais com aquele que mora há quilômetros de distância do que com quem mora há alguns passos de nossa casa.


Enviado por em 24/09/2010 às 11:58 PM
Flávia Brandão

é, pati, como disse no artigo "o outro",  acho que no fundo sentimos falta do contato real com as pessoas. E real, leia-se ao vivo, em carne e osso.  Porque como diriam os Novos Baianos em "Mistério do Planeta": E pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto. ....


Enviado por em 26/09/2010 às 04:54 PM
Fernanda Fukumoto

Fato Flavitcha. Acho que tem que ter um equilíbrio. Podemos interagir com pessoas do mundo todo e criar laços afetivos. Sim, isso é possível. Porém não podemos deixar de perder o contato com pessoas que estão próximas a nós, de nos relacionar através do relacionamento baseado na pessoalidade. Na internet o contato é muito impessoal, mas tem suas vantagens. Estava pensando sobre isso outro dia, quando li uma série de Tweets do HugoGloss enquanto ele presenciava o show da Ivete no Madison Square. Fiquei me perguntando se ele realmente estava aproveitando aquele momento, pois ele não parava de escrever e twittar a cada minuto. Acho que não precisamos fazer do nosso mundo virtual o real, e sim usá-lo da melhor forma, para adquirir e desfrutar do conhecimento, não sendo pontos convergidos e sim o mercado conversor, como o prof. Klaus falou, sem esquecer das relações pessoais. 


Enviado por em 26/09/2010 às 05:49 PM
Patrícia Águia

O ideal é acharmos um equilibrio entre os dois mundos. Não podemos esquecer a existência do mundo real, mas por outro lado não podemos ignorar o mundo online. É o que eu tento fazer.


Enviado por em 26/09/2010 às 06:13 PM
Lucas Andrade de Souza

é, perto e longe!!! a internet revoluciona até o português!! hahahahahaa

 

mas po, sei que o post não é exatamente sobre isso, mas adorava esse desenho também e acho que a internet tem mtoo a ver com as viagens dakele Bob. Alias, essa comparação renderia um bom post!!!!!

 

Acho que o idela é um equilibrio entre online e offline


Escreva um comentário

Desea usar sua foto? - Inicie sua sessão ou Cadastre-se grátis »
Comentários a este artigo no RSS