Ontem, enquanto estudava para a prova de hoje e procurava no google um conceito mais específico de Cauda Longa, li um artigo da resvita ÉPOCA de uma antiga entrevista com Chris Anderson - criador do conceito - em que ele foi questionado se o século 21 seria a era do amadores, devido ao crescimento dos blogs, de sites como o YouTube, Wikipédia etc. E ele respondeu: "Não um século só de amadores, mas os amadores irão dividir status com os profissionais. Será de ambos. O século 20 foi dos profissionais, o século 21 será o século onde amadores e profissionais competem."
É até uma pergunta interessante de se fazer, até porque, como sabemos bem, nos dias de hoje, com os meios digitais, não existem mais os consumers, mas sim os prosumers. Ou seja, não são apenas meros consumidores passivos, mas também produtores que utilizam as redes sociais para falar do que querem. Recebem visitas em seus blogs, são lidos e seguidos. Isso faz com que sua rede de influência se expanda através - e a partir - da web, consumindo informação e produzindo conteúdos. Estes opinam, argumentam a favor - ou contra - uma marca, um produto, uma pessoa, um fato.
Como podemos ver, com base na resposta dada por Chris Anderson a presença desses novos consumidores não excluirá a presença de profissionais que já atuavam nessa rede. Segundo ele, eles irão competir. Porém, acredito que não é necessária uma competição, os prosumers e os profissionais podem estar trabalhando lado a lado nesse aspecto.
Temos como grande exemplo para isso. O Wikipédia, enciclópedia virtual colaborativa que é totalmente atualizada e expandida pelos seus usários/colaboradores. Com certeza, as informações que por lá circulam não são quaisquer informações. Existe um processo em que profissionais garantam ao usuário que aquele conteúdo que ele está tendo acesso é verdadeiro e relevante.
Assim, vemos que os prosumers são os colaboradores dos conteúdos presentes no Wikipédia, porém, por trás existe todo um controle - feito por profissionais - para que haja credibilidade no que está sendo lido. Fazendo com que haja uma espécie de "mutualismo" e não de competição.




















Interessante o post, o conteúdo da entrevista dele é bastante parecido com um artigo que o nosso brilhante professor escreveu para a revista da ESPM.
Concordo com o que ambos disseram, a disputa entre amadores e profissionais é grande e cada vez mais toma conta do mercado em todas as áreas. A nossa chance para vencer essa disputa é ganhar pelo conhecimento. Vamos que vamos que o mercado é nosso. rs